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Clínica de Vertigem e desequilíbrio Lda

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Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

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Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)


     Representa sensivelmente 1/3 de todos os casos de vertigem. Caracteriza-se pelo aparecimento de vertigem rotatória, de segundos de duração, desencadeada por determinados movimentos da cabeça. Tipicamente são os movimentos de rotação da cabeça para um lado ou para o outro, quando o doente se encontra deitado.

     Por vezes aparece também ao levantar da cama e na hiperextensão da cabeça (para estender a roupa numa corda ou tirar um livro de uma estante alta, por exemplo).

     A VPPB resulta da presença de partículas num dos canais semicirculares, habitualmente no canal posterior (por ser aquele que, na posição de pé, se encontra na posição de maior declive). Existem duas teorias para explicar o quadro: a primeira atribui a vertigem ao aumento de peso da cúpula causado pela fixação das partículas, a qual fica, assim, sensível à gravidade, sempre que a posição da cabeça coloca a cúpula na posição adequada. Outra teoria defende estarem as partículas em suspensão e ser a corrente endolinfática desencadeada pelo movimento dessas partículas que iria “puxar” a cúpula e, deste modo, estimular as células sensoriais do nervo ampolar.

     As partículas responsáveis pela VPPB são provavelmente otocónias libertadas do utrículo, consequência principalmente de traumatismos cranianos. Outras causas menos vulgares para a libertação de partículas incluem nevrites vestibulares, labirintites, estapedectomias, fístulas perilinfáticas, doença de Menière e otite crónica.

     A VPPB não cede habitualmente aos tratamentos medicamentosos. É porventura o quadro onde a RV obtém resultados mais espectaculares. Realizamos preferencialmente a manobra libertadora de Semont. O seu grau de sucesso, segundo a nossa experiência, é de cerca de 80%.A maioria dos casos restantes beneficia com programas de específicos de RV (estimulação optocinética, exercícios de habituação, etc.) com desaparecimento tanto da vertigem como do desequilíbrio residual. Apenas em 5% dos casos as vertigens persistem inalteráveis. Em 40% dos doentes, a VPPB recidiva, mas a probabilidade de êxito com o tratamento indicado é a mesma da verficada nos casos únicos.

     O fundamento da manobra libertadora é a recolocação das partículas libertadas e soltas no canal semicircular posterior através dum movimento brusco do corpo (descreve um ângulo de 180º). Este parte da posição crítica desencadeante e sofre uma forte desaceleração, que conduz as partículas ao vestíbulo donde tinham saído. Além desta manobra terapêutica, realizamos, por vezes, as manobras descritas por Epley.

     Porém, além da forma típica descrita em que as partículas se alojam no canal semicircular posterior, existem outras formas mais raras onde as partículas aparecem num dos outros canais semicirculares. Estas formas são mais difíceis de tratar e obrigam a manobras específicas cujo objectivo é sempre recolocar as partículas no vestíbulo. Todas estas manobras necessitam de cuidados que devem ser escrupulosamente seguidos pelos doentes, de modo a assegurar o seu sucesso.

     Consulte os Conselhos aos Doentes para mais informações.